Apoiadores de Jair Bolsonaro veem espaço para um novo distanciamento entre Lula e Donald Trump em função da crise na Venezuela. A leitura é de que apoio à direita pode ganhar impulso nas eleições brasileiras, caso a proximidade entre Lula e Nicolás Maduro gere desgaste.
Na leitura da base bolsonarista, as críticas de Lula ao governo venezuelano e o relacionamento próximo com Maduro pesam na campanha presidencial. Nas redes sociais, há exploração constante dessa ligação entre o presidente brasileiro e o regime venezuelano.
Apoiadores de Bolsonaro apontam que esse distanciamento facilitaria o alinhamento de Trump com candidatos de direita no Brasil, fortalecendo cenários contrários ao PT durante o pleito.
Resposta da equipe de Lula
A equipe do presidente Lula refuta a ideia de distanciamento automático entre Brasil e EUA. Diplomatas destacam que acordos internacionais não exigem concordância total, apenas convergências estratégicas possíveis.
Assessores lembram que Trump tem interesses no Brasil e que Lula busca manter canais de negociação abertos com os Estados Unidos. A boa relação entre as duas equipes seria mantida por interesses comuns considerados relevantes.
Historicamente, há precedentes. Durante a era Bush, Lula criticou a invasão do Iraque, mas manteve uma relação considerada positiva com o então presidente americano.
Segundo reportagem de veículo norte-americano, esforços de Trump para manter Bolsonaro longe de problemas judiciais teriam sido ineficazes, resultando em Lula politicamente mais fortalecido. A informação também foi veiculada pela AFP e pela BBC.
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