A Câmara dos EUA recebe apoio de mais de 30 democratas, incluindo a ex-líder Nancy Pelosi, para restringir a atuação de autoridades governamentais em mercados de previsão. A proposta visa limitar compras e negociações ligadas a políticas públicas.
A movimentação ocorre após um investimento polêmico na plataforma Polymarket. O contrato começou com 32 mil dólares e chegou a mais de 400 mil dólares pouco antes da detenção do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
O projeto, denominado Public Integrity in Financial Prediction Markets Act of 2026, é de autoria do representante Ritchie Torres (NY). A ideia é impedir que funcionários federais ganhem com impactos de políticas públicas.
Medidas propostas e envolvimento dos congressistas
Pelosi, Rashida Tlaib, Brad Sherman, Seth Moulton e outros apoiam a iniciativa. O texto pretende estender regras de inside trading existentes a mercados de previsão, hoje com regime regulatório fragmentado.
A proposta sustenta que a convergência entre atividade governamental e mercados de previsão representa risco à integridade pública. A medida não aumenta penas, mas clarifica proibições para agentes federais.
Contexto de mercados de previsão
Os mercados de previsão cresceram, com volume total superior a 44 bilhões de dólares em 2025 e pico semanal acima de 5 bilhões em janeiro de 2026. Eventos políticos atraem maior interesse e negociação.
Historicamente houve ações de aplicação da lei e mudanças regulatórias. Em 2022, Polymarket foi bloqueado pela CFTC; Kalshi enfrentou restrições em 2023. Em 2025, a CFTC abriu espaço para ações de inovação, com cartas de isenção.
Entre na conversa da comunidade