Keir Starmer negou que a mudança no plano de IDs digitais seja mais uma curva de volta, em meio a acusações do Conservative Party de falta de rumo. Na véspera, ficou claro que parte da proposta de tornar o documento obrigatório para comprovar o direito de trabalhar está sendo revisada, com outras formas aceitas, como passaporte com chip ou e-visa.
Enquanto Downing Street descreve a alteração como um ajuste técnico, a medida elimina o único elemento compulsório do projeto, enfraquecendo o alcance do programa de identidade digital. A decisão ocorre após outras mudanças de políticas recentes, citadas pela oposição.
Declarações e contexto
Em entrevista à ITV, Starmer afirmou que o ponto central de verificações — mostrar uma forma digital de ID — permanece. “Você será checado. Essas checagens serão digitais e obrigatórias. O que estamos fazendo é consultar como isso pode funcionar”, disse ele.
Durante o question time no Parlamento, a líder Conservadora, Kemi Badenoch, criticou as mudanças, chamando a política de insignificante. Ela disse que o governo parece sem direção, ao provocar mais uma reversão de pauta.
Reações do governo
A chanceler Rachel Reeves minimizou a importância da alteração, afirmando que a obrigatoriedade de uma forma digital para trabalhar continua. Ela ressaltou que a forma específica do ID — digital, e-visa ou e-passaporte — é menos relevante que a exigência em si.
O secretário de Estado do Comércio e Emprego, Peter Kyle, destacou que o objetivo é vincular dados biométricos à identidade de forma rápida, permitindo checagem instantânea da elegibilidade para trabalhar. A previsão é que, até 2029, as verificações digitais estejam operacionais.
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