A Polícia Federal pediu ao ministro Dias Toffoli, do STF, para reconsiderar a decisão de lacrar e armazenar os bens apreendidos na segunda fase da operação Compliance Zero. A PF teme que o armazenamento no STF prejudique a investigação sobre fraude financeira envolvendo o banco Master.
O diretor-geral Andrei Rodrigues afirmou que a PF precisa iniciar imediatamente a perícia e a análise de dados, especialmente de celulares, para evitar perda de provas. Não houve confirmação de resposta de Toffoli até o momento.
Nesta quarta-feira, 14, a PF cumpriu 40 mandados de busca e apreensão em endereços de suspeitos, entre eles o dono do Master, Daniel Vorcaro, e familiares. Foi a segunda fase da Compliance Zero.
A operação foi autorizada por Toffoli em 12 de janeiro, com determinação de cumprir os mandados em até 24 horas, até 13 de janeiro, e de lacrar os bens apreendidos para armazenamento no STF.
Rodrigues argumentou que o prazo de 24 horas não foi viável por questões operacionais, e que houve intenção de cumprir a decisão. Citou ainda que parte dos alvos poderia estar em feriadão ou viajando.
A PF explicou que havia outras ações previstas para 13 de janeiro, como a nona fase da Operação Overclean, que investiga desvio de emendas parlamentares. A oitiva de dados é fundamental para avançar no caso.
O diretor-geral destacou ainda que o acesso precoce a dispositivos eletrônicos é essencial para evitar perda de provas, como mensagens e arquivos, que podem ser bloqueadas por medidas de proteção.
Entre na conversa da comunidade