Ronald Lauder, bilionário com interesses em Groenlândia, é apontado como quem estimulou Donald Trump a considerar a aquisição da ilha. A relação do empresário com o presidente remonta a 2016, quando doou US$ 100 mil à campanha Trump Victory.
Entre 2018 e 2019, Lauder defendeu publicamente a ideia de ampliar a atuação norte-americana no Ártico, incluindo Groenlândia. Na época, surgiram relatos de que Trump sondava um acordo ou compra de territórios dinamarqueses, gerando aborrecimentos diplomáticos com a Dinamarca.
Em 2022-2023, novas fontes indicaram que Lauder manteve investimentos e apoio financeiro a iniciativas ligadas ao tema. A imprensa descreveu o interesse como parte de uma visão estratégica para recursos naturais e rotas marítimas emergentes com o recuo do gelo.
Dados corporativos dinamarqueses mostram que uma empresa com endereço em Nova York, vinculada a Lauder, passou a investir em Groenlândia. Um dos empreendimentos envolve exportação de água mineral de alto padrão, ligado a mercados de luxo.
Além disso, a investida mira geração de energia hidrelétrica a partir do maior lago do território para uso em uma eventual siderúrgia de alumínio. Fontes locais citam o papel de Lauder como parte de um grupo de investidores com visão de longo prazo no território.
Contexto geopolítico e impactos
Desde a reaproximação de Trump com o poder, o tema Groenlândia voltou a ganhar destaque. O uso militar ou político do território acende debates entre aliados da OTAN, com a Dinamarca alertando para riscos a unidade da aliança se a aquisição for feita à força.
Trump afirmou ter planos envolvendo Groenlândia, e o governo dinamarquês reiterou que não reconhece ações unilaterais. A imprensa acompanha as etapas de negociações, pressões e possíveis acordos entre atores públicos e privados.
Conexões com Ucrânia e minerais
Lauder também figura em reportagens sobre a exploração de minerais na Ucrânia. Documentos vazados citam o interesse de um consórcio envolvendo TechMet, empresa ligada ao setor, para minerar lítio no território ucraniano. Lauder negó ter dialogado diretamente com Trump sobre o tema.
Sem respondeu até o momento, representantes de Groenlândia e do governo dos Estados Unidos não se pronunciaram sobre negociações específicas. O jornalismo acompanha desdobramentos de negociações, investimentos e impactos econômicos na região.
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