Ross Cadell e Bridget McKenzie, membros do frontbench do Partido Nacional, cruzaram o plenário para votar contra o projeto de leis de discurso de ódio do Labor. Susan McDonald, secretária de recursos, também votou contra a posição da coalizão. A decisão quebrou a disciplina do shadow cabinet.
Cadell afirmou estar disponível para retornar ao backbench caso Sussan Ley solicite, mantendo, porém, que não recua em sua posição. McKenzie ainda não confirmou se apresentará a demissão do frontbench. Ley e David Littleproud devem decidir os destinos dos parlamentares.
O incidente representa mais um desafio à autoridade de Ley, líder dos Nationals, e ao líder da ala, Littleproud. Convenção exige alinhamento com a decisão do shadow cabinet ou resignação de cargos.
O comitê do partido realizou reunião nesta quarta-feira para tratar do caso, com críticas dos integrantes do partido. Um assessor descreveu o encontro como centrado na “cuidados parlamentares” com o grupo envolvido.
Paralelamente, o grupo de liderança Liberal manteve reuniões de crise, lideradas por Ley, Anne Ruston e Michaelia Cash, para alinhamento estratégico após a dissidência dos nacionais. Ainda não há definição sobre sanções.
O projeto de lei, que classifica organizações como “grupos de ódio” e amplia poderes de cancelamento de vistos, além de punir líderes religiosos que promovem violência, foi aprovado no Senado por 38 votos a 22. Não houve conclusão sobre sanções a Cadell, McKenzie ou McDonald.
Entre na conversa da comunidade