A polícia de New South Wales ampliou, pela terceira vez, as restrições de protesto em Sydney, mas reduziu a área abrangida para tentar equilibrar segurança pública e direito de manifestação. A decisão ocorre a menos de seis semanas do ataque terrorista de Bondi e antes do Invasion Day.
O comissário Mal Lanyon informou que Hyde Park ficou de fora da restrição, permitindo que a principal marcha anual do Invasion Day saia de lá em direção ao Victoria Park na segunda-feira. Também foi autorizada uma marcha anti-imigração, organizada pelo March for Australia, de Prince Alfred Park a Moore Park.
A extensão de 14 dias vale para a declaração que impede a autorização de protestos sob o sistema Form 1. O raio inclui Darling Harbour, o norte do CBD, Oxford Street e toda a área leste da comando policial. A medida pode ser revisada se o risco à comunidade aumentar.
Detalhes operacionais
Lanyon informou que cerca de 1.500 policiais serão empregados em 26 de janeiro, com um terço dedicados ao monitoramento de protestos. A declaração tem permitido alguns atos de expressão, com 49 protestos estáticos registrados até o momento.
A polícia também avaliou o contexto de outros eventos previstos, como a chegada do presidente de Israel, Isaac Herzog, cuja data ainda não foi confirmada. O monitoramento da conduta dos manifestantes permanecerá ativo nos próximos 14 dias, com possibilidade de nova alteração na declaração.
Eventos em pauta
No fim de semana, um grupo protestando pela morte de pessoas sob custódia tentou marchar mesmo com a restrição em vigor, mobilizando cerca de 200 pessoas contra 200 policiais, segundo a polícia. A multidão foi orientada a se dispersar, sem prisões, e prometeu retorno para o Invasion Day.
Os organizadores do Invasion Day estimaram participação próxima ao milhar de pessoas, e houve expectativa de maior adesão no dia 26 de janeiro. A polícia reiterou a obrigação de aplicar a lei temporária, lembrando que a medida é transitória.
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