A gestão do governo britânico reconheceu que a aprovação de planejamento para um grande datacenter de IA deve ser anulada. O órgão admitiu que não considerou adequadamente o impacto climático, após questionamento judicial movido por grupos ambientais. A mudança ocorre em meio a críticas sobre a avaliação de emissões e consumo de água da instalação.
O empreendimento, conhecido como West London Technology Park, fica em terreno de zona verde junto à M25, em Buckinghamshire. O projeto é desenvolvido pela Greystoke e envolve um datacenter hyperscale de 72 mil metros quadrados, instalado em um antigo aterro, com promessa de atrair investimentos e impulsionar a infraestrutura de IA no país.
Quem atua no processo afirma que a decisão estava falha. A ex-vice-primeira ministra Angela Rayner autorizou, contrariando resistência local, a aprovação do centro. O atual secretário de Habitação, Steve Reed, disse que as razões para não exigir uma avaliação ambiental foram inadequadas e que a permissão deve ser anulada.
Entidades ambientais e organizações de defesa climática contestaram a licença, alegando que o governo aceitou de forma excessiva as garantias do investidor sobre impactos ambientais. O caso é visto como revés para a estratégia de acelerar a construção de datacenters para atrair tecnologia estrangeira.
Segundo a declaração do Ministério das Vias, Habitação e Governos Locais, o governo informou ao tribunal que concorda com o recurso e que a permissão deve ser anulada. A análise governamental de 2024 aponta que o país tinha cerca de 1,6 gigawatts de capacidade de datacenters, com previsão de incremento até 2030, mas com incertezas na demanda.
A defesa do projeto argumenta que o datacenter pode dinamizar a economia regional e ampliar a capacidade de processamento para IA. Contudo, a oposição ressalta que o foco deve ser a gestão eficiente de energia e água, além de impactos no meio ambiente local. As partes envolvidas aguardam os próximos passos legais.
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