O que se sabe até o momento aponta para a compra da participação de irmãos do ministro Dias Toffoli em um resort no Paraná. Fundos ligados ao Master teriam adquirido essas cotas em Tayayá, em Ribeirão Claro, entre 2021 e 2025. A relação com o caso Master vem à tona pela investigação em curso.
Segundo apuração, José Carlos Toffoli e José Eugênio Toffoli eram sócios da Maridt Participações, empresa registrada com capital social irrisório. A compra ocorreu por meio da Maridt, com ações na Tayayá e na DGEP Empreendimentos, ligadas ao resort.
A ligação com o caso Master envolve a Reag, operadora de fundos investigada no esquema que tramou operações entre fundos para gerar lucro artificial. O fundo Arleen financiou a aquisição dos irmãos, totalizando cerca de 20 milhões de reais investidos.
A transação ocorreu entre setembro de 2021 e fevereiro de 2025, quando parte da participação foi vendida. O Arleen pagou mais de 3 milhões por metade da participação dos irmãos, conforme registros da CVM, mas o valor integral não consta na Junta Comercial.
O resort Tayayá fica em Ribeirão Claro, no Paraná, e foi criado por Mario Umberto Degani, primo de Toffoli, que também figura em registros de empresas ligadas ao empreendimento. Em 2025, a venda da participação ocorreu, e o fundo Arleen se desvinculou em julho do mesmo ano.
O jornal O Estado de S. Paulo divulgou as informações sobre a participação dos irmãos no Tayayá, com confirmação pela TV Globo. A reportagem também traz episódios envolvendo a segurança do STF em viagens para a região do resort.
Sobre o caso Master, a Polícia Federal investiga operações financeiras ilegais envolvendo o Banco Master, com suspeitas de emissão excessiva de CDBs sem liquidez comprovada. Parte dos recursos teria sido aplicada em ativos fictícios para reforçar a impressão de solvência.
A defesa de Toffoli não foi apresentada nesta publicação. As informações aparecem como parte de apuração sobre vínculos entre o caso Master, fundos envolvidos e participações societárias de familiares do ministro.
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