A trabalhista Labour revelou um programa amplo de reformulação policial na Inglaterra e no País de Gales, com promessas de ampliar o combate ao crime. O plano envolve criação de um Serviço Nacional de Polícia (NPS) e a recuperação de poderes pelo Home Secretary para demitir chefes de polícia e definir metas de atuação. As mudanças caminham para 2027, com detalhes ainda distantes.
O arcabouço prevê que a maioria das fusões entre as 43 forças locais só se finalize em 2034, com testes de fusões entre duas forças já em 2029. A ideia é concentrar funções nacionais no NPS, mantendo operações regionais e policiamento local. A medida também amplia a atuação de tecnologias, como vans de reconhecimento facial.
O governo planeja ampliar o papel de uma força nacional para enfrentar crimes amplos, enquanto forças regionais cuidariam de investigações especializadas. O objetivo é contabilizar a evolução tecnológica e a evolução dos crimes, incluindo aspectos digitais, com a promessa de manter o policiamento próximo das comunidades.
Críticos alertam para riscos de centralização excessiva do poder. Líderes da oposição e entidades ligadas à fiscalização apontam perigos de interferência política e de uso inadequado da estrutura, com possíveis diretrizes que contrariem a independência policial. Há preocupação com o controle central sobre prioridades de atuação.
Líderes locais e representantes de associações destacam que polícias dependem de autonomia operacional e de confiança pública. A decisão sobre fusões deve ficar a cargo de uma comissão que deverá se pronunciar ainda neste semestre, em um processo que levanta dúvidas sobre a presença de serviços urbanos versus áreas rurais.
As mudanças incluem expansão de tecnologia de vigilância, com mais vans de reconhecimento facial, e a flexibilização de regras que vinculavam orçamento ao número de oficiais plenamente autorizados. O governo sustenta que a reforma tornará a polícia mais eficiente e adaptada à era digital.
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