Ian McEwan defende que direitos de eutanásia assistida se estendam gradualmente a pacientes com demência. O escritor afirmou isso em evento público em Londres, citando o impacto pessoal da doença na família.
Ele participou da divulgação do seu novo livro e apontou que o apoio à legislação atual já enfrentou mais de mil emendas. Segundo ele, a aprovação no Parlamento está próxima de se tornar inviável, segundo relatos de parlamentares favoráveis.
McEwan, patrono da organização Dignity in Dying, argumenta que a legislação precisa incluir salvaguardas e a possibilidade de avaliação médica cuidadosa. O autor reuniu-se com leitores na igreja St Martin-in-the-Fields, no centro de Londres.
A demência na vida pessoal do escritor foi descrita como um peso para familiares próximos. Ele contou que a doença pode deixar a pessoa ao mesmo tempo viva e morta, descrevendo o impacto emocional e prático no cuidado.
Na conversa, McEwan mencionou que, se o texto legal for aprovado, haveria espaço para ampliar o debate sobre living wills e decisões antecipadas. Ele ressaltou que o tema envolve proteção de médicos e decisões racionais.
O autor também comentou o andamento de What We Can Know, seu romance atual, que aborda mudanças climáticas e um cenário futuro em que a Grã-Bretanha é um arquipélago. Ele defende que o debate público acompanhe avanços tecnológicos.
Sobre o contexto literário, McEwan destacou que o livro tem bases emocionais de desespero e esperança. Ele afirmou que a leitura busca ampliar a compreensão sobre o que move a sociedade frente a crises existenciais.
Em relação aos temas da nova obra, o autor citou ainda a relação entre infância e mundo digital. Ele apoiou, de modo geral, medidas para reduzir a exposição de menores às redes sociais, conectando o tema ao debate público sobre políticas de internet.
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