Oposição tenta criar CPI do Banco Master para o retorno do Congresso em 1º de fevereiro. Assinaturas já foram reunidas, mas o Planalto avalia que os envolvidos são adversários do governo. A informação vem de Gleisi Hoffmann, que coordena a articulação política do governo.
A ministra afirmou, em café da manhã com jornalistas, que uma CPI impulsionada pela direita tende a expor governadores e aliados bolsonaristas em operações sob investigação. O objetivo seria apurar relações entre o BRB e o Banco Master.
No Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha (MDB) está no radar por negócios bilionários entre o BRB, estatal vinculada ao governo local, e o Master. Há pedidos de impeachment na Câmara Legislativa e apurações pela PGR, com possível rombo a ser dimensionado.
No Rio de Janeiro, a PF investiga, na operação Barco de Papel, a aplicação de recursos do Rioprevidência em produtos do Master. O estado é chefiado por Cláudio Castro (PL), alinhado à direita, segundo destacam autoridades.
Gleisi apontou vínculos entre o banco e financiadores da direita. Segundo ela, Fabiano Zettel, cunhado do dono do Master, foi o principal doador da campanha de Bolsonaro e também de Tarcísio de Freitas, em 2022. A oposição seria a mais envolvida, segundo a leitura da ministra.
Zettel contribuiu com 3 milhões de reais para Bolsonaro e 2 milhões para Tarcísio na eleição de 2022, além de financiamento a Lucas Gonzalez, candidato do Novo a deputado federal. A ligação é apresentada como evidência de conexão entre o Master e a direita.
Segundo Gleisi, é preciso explicar o papel de governadores e as relações políticas com o banco, não atribuindo automaticamente a responsabilidade ao governo Lula. Ela lembra a intervenção do Banco Central no BRB e a prisão de Vorcaro pela PF.
A defesa do Planalto sustenta que a ação da PF ocorreu durante a gestão de Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça, e que os contratos firmados na Bahia mantêm regularidade. A governança do Master é apresentada como área de investigação contínua.
Além do foco do Congresso, há reportagens que relembram reunião de Lula com Vorcaro em 2024 e acordos do Master com o governo baiano, administrado pelo PT desde 2007. Os desdobramentos jurídicos seguem em curso.
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