A Polícia Militar do Distrito Federal enviou ao ministro Alexandre de Moraes um relatório detalhado sobre a rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão. O documento cobre o período de 15 a 27 de janeiro, no 19º Batalhão de PM, conhecido como Papudinha, em Brasília.
O material registra atendimentos médicos frequentes, com a participação de profissionais da SES-DF e médicos particulares. Além de consultas, Bolsonaro realizou diversas sessões de fisioterapia para manter o acompanhamento clínico.
Segundo o relatório, a convivência familiar incluiu visitas da esposa Michelle Bolsonaro nos primeiros dias de custódia e novamente nos dias 21 e 22. O ex-vereador Carlos Bolsonaro também esteve presente nesses dias.
O dia a dia na unidade incluiu caminhadas diárias, com períodos de atividade física que chegaram a durar até uma hora. Também houve registro de assistência espiritual realizada por um pastor, além de visitas de advogados.
No aspecto institucional, o documento aponta que não houve registro de atividades laborais ou de participação em programas de remição por leitura durante o período analisado. No dia 8, a defesa informou a Moraes o interesse de Bolsonaro em aderir formalmente às atividades de leitura regulamentadas pelo CNJ.
Ao autorizar a transferência para a Papudinha, Moraes autorizou que Bolsonaro participe do programa de leitura. A lista de livros autorizados pela Seção de Administração Penitenciária e pela Secretaria de Educação do DF inclui obras como ainda estou aqui, de Marcelo Rubens Paiva, e obras de Dostoiévski, Orwell e Huxley.
Antes da transferência, Bolsonaro ficou em prisão domiciliar de 4 de agosto até 22 de novembro, quando foi preso preventivamente por tentativa de violar a tornozeleira com um ferro de solda. A detenção ocorreu no inquérito sobre atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
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