Peter Mandelson deixou o Labour após surgirem documentos atribuindo a ele um pagamento de 75 mil dólares por Epstein. O ex-secretário de Estado alegou que as alegações são falsas e que a documentação não é confiável, justificando a saída para evitar mais constrangimentos ao partido.
A demissão ocorreu na esteira de novas revelações sobre os vínculos do político com Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. Mandelson já havia sido alvo de controvérsias no passado, mas foi reintegrado ao governo britânico após longos períodos fora.
O ex-líder do Labour Keir Starmer nomeou Mandelson para um cargo de destaque no passado, mas separou-se dele em setembro após outras denúncias relacionadas a Epstein. A nova onda de documentos inclui informações de 2009 sobre aconselhamento a Epstein sobre estratégias para pressionar o então chanceler Alistair Darling.
Contexto
Segundo o Financial Times, Epstein enviou mensagens a Mandelson para questionar se a taxação de bônus de bancos seria aplicada apenas à parcela em dinheiro. Mandelson respondeu que sim e sugeriu uma pressão adicional sobre Darling.
A reportagem também aponta que Epstein pediu a Mandelson que contatasse Jamie Dimon, CEO da JPMorgan, com a instrução de “ligar para Darling mais uma vez”, e Mandelson confirmou a necessidade de pressão moderada.
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