O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros, acusou Centrão e dirigentes da Câmara de pressão sobre o Tribunal de Contas da União (TCU) para não fiscalizar a liquidação do Banco Master pelo Banco Central. A afirmação foi dada em entrevista à CNN Brasil, nesta quarta-feira (4).
Calheiros afirmou que houve pressão de setores da Câmara sobre o TCU, o que, segundo ele, expôs o tribunal. O senador mencionou ainda a existência de uma suposta chantagem envolvendo um ministro do TCU para abrir investigações, conforme alegado pela CAE.
A CAE abriu um grupo de trabalho para investigar o caso Master. Segundo Calheiros, o grupo será permanente e poderá emitir relatórios parciais durante o andamento das apurações.
Grupo de trabalho e desdobramentos
O senador informou que o grupo de trabalho poderá produzir um relatório final ao término da investigação. A CAE planeja acompanhar o desdobramento com relatórios periódicos, conforme anunciando.
Calheiros disse ainda que houve reunião entre o presidente da Câmara, Hugo Motta, e líderes, definindo a ordem cronológica para pedidos da CPI do Banco Master. A CPI já acumula 15 requerimentos.
Reuniões, Galípolo e sigilo
O senador destacou uma reunião prevista com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, para tratar do andamento das apurações. Ele reiterou que o BC é destinatário direto da investigação.
Também afirmou que é necessário que o ministro do STF Dias Toffoli retire o sigilo de toda a investigação, não apenas dos vídeos de depoimentos. O objetivo, segundo ele, é tornar o acompanhamento público mais amplo.
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