As tratativas para a formação da chapa da esquerda em Minas Gerais geraram atrito entre os dirigentes nacionais PT e PDT. O episódio ocorreu nesta quarta-feira, 4, com publicações nas redes sociais de Carlos Lupi anunciando acordo para apoiar Kalil, do PDT, ao governo mineiro.
Segundo Lupi, houve reunião com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e ele afirmou que o PT apoiaria Kalil no pleito estadual. O pedetista citou, ainda, apoio petista a candidaturas em outros estados, mantendo o tom de aliança nacional.
Logo depois, Edinho Silva emitiu uma nota à imprensa para esclarecer que o tema não foi fechamento de palanques. O petista disse que as candidaturas estaduais devem ser debatidas com os diretórios locais e formalizadas em acordo com eles.
Enquanto o impasse interno se desenrolava, Kalil manteve sua atuação pública nas redes, sem mencionar nomes específicos. O ex-prefeito de Belo Horizonte segue como figura central na montagem da chapa à esquerda em Minas.
Kalil disputou o Palácio da Liberdade em 2022 e ficou em segundo lugar, atrás do governador Romeu Zema. Hoje, Zema já anuncia pré-candidatura presidencial e demonstra apoio a Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno.
Na conjuntura mineira, a disputa por palanque envolve também o cenário de pesquisas. O senador Cleitinho Azevedo (PL-MG) aparece na frente entre possibilidades de votos, enquanto o vice de Zema, Mateus Simões (PSD), é cotado para concorrer.
A atualização sobre o desdobramento político em Minas depende de novas conversas entre as legendas e dos desdobramentos internos nos diretórios estaduais, com anúncios formais a serem alinhados nos próximos dias.
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