A líder opositora venezuelana María Corina Machado afirmou, em entrevista ao portal Politico, que acredita ser possível realizar eleições democráticas na Venezuela em menos de um ano. Ela mencionou que um processo de transição alinhado com votação manual poderia ser concluído em nove ou dez meses, dependendo de quando começaria.
Machado está atualmente nos EUA e recebeu a Medalha de Nobel da Paz em 2025. A dirigente não detalhou um calendário eleitoral com o governo americano, mas disse sentir otimismo em relação à realização de pleitos justos.
Contexto político
Desde o ataque americano à Venezuela em 3 de janeiro, a administração de Donald Trump afirmou reconhecer um regime interino chefiado por Delcy Rodríguez. O secretário de Estado, Marco Rubio, disse que o objetivo é uma Venezuela democrática com eleições livres, sem apresentar prazos específicos.
Eleição de 2024
As últimas eleições presidenciais venezuelanas ocorreram em 28 de julho de 2024, com Maduro reeleito segundo as autoridades. A oposição contestou o resultado, apontando fraudes e recebendo reconhecimento de alguns países pela candidatura Edmundo González Urrutia, apoiada por Machado.
Perspectivas da oposição
Machado ressaltou a existência de uma cultura democrática no país, com sociedade organizada e apoio a uma transição democrática. Ela também mencionou o apoio potencial das forças armadas a um processo de mudança, segundo sua visão.
Retorno à Venezuela
A líder opositora expressou o desejo de retornar ao país o quanto antes. Ela citou o pleito de 2024 como exemplo de que a sociedade venezuelana deseja eleições livres. A declaração reforça a postura de buscar eleições com supervisão internacional.
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