A Itália aprovou um decreto de lei que amplia poderes de prisão da polícia para deter suspeitos de agitarem tumultos antes de manifestações públicas. O objetivo, segundo o governo de Giorgia Meloni, é evitar a disseminação de violência durante protestos e manter a ordem.
O texto foi elaborado após um protesto de esquerda radical em Turim no fim de semana, no qual mais de 100 policiais ficaram feridos e cerca de 30 manifestantes foram presos, segundo o Ministério do Interior. O decreto entra em vigor nos próximos dias.
Medidas apresentadas
O decreto permite que a polícia retenha suspeitos por até 12 horas para afastá-los de concentrações públicas. Além disso, traz ações contra batedores, gangues de jovens, proíbe venda de facas a menores e amplia garantias de autodefesa para agentes e cidadãos.
Mudanças e contexto
Policiais passam a dispor de instrumentos para prevenção de crimes graves e para conter distúrbios em eventos com grande fluxo de pessoas. As autoridades alegam que as medidas fortalecem a segurança pública em meio a atividades previstas para as Olimpíadas de Milão e Cortina, de 6 a 22 de fevereiro.
Reações e convicções
O líder da aliança de esquerda ecologista criticou o decreto como repressivo, afirmando que seria mais eficaz ampliar recursos para o combate ao crime. Ele descreveu detenções preventivas como violação do direito constitucional de demonstrar. O ministro do Interior rebateu, lembrando que illas medidas existem em outros países europeus.
Contexto adicional
As autoridades também citam reforços de segurança para a presença de equipes de fiscalização estrangeiras durante o evento esportivo. A gestão ressalta que as novas regras não visam coibir o direito de protestar, mas prevenir ações que possam colocar a população em risco.
Fonte: Reuters
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