Mexican authorities prenderam o prefeito do município de Tequila, conhecido pela produção de tequila, por suposta cobrança de propina a grandes destiladores em um esquema ligado ao CJNG, o Cartel Jalisco Novo Generación. A ação ocorreu nesta quinta-feira, em operações federais que também detiveram o diretor de segurança da cidade e chefes de obras públicas e do registro de imóveis. As informações são das autoridades de segurança.
A investigação aponta que a rede liderada pelo prefeito Diego Rivera extorquia empresas de bebidas, incluindo a maior produtora de tequila, Becle, já alvo de denúncias em dezembro. Segundo apuração, a prefeitura impunha tributos de até 20 vezes o teto legal e multas superiores a 60 milhões de pesos, além de dificultar licenças e tentar fechar plantas.
Autoridades estaduais indicam que ao menos 10 empresas registraram queixas contra a gestão local. Becle não respondeu a pedidos de comentário, enquanto o Conselho Regulador da Tequila informou não ter posição sobre o caso. Investigações apontam também desvio de recursos públicos pela rede do prefeito, com suposta colaboração com o CJNG.
Rivera já havia despertado críticas após evento local em que imagens projetadas mostravam o líder fugitivo do cartel, Nemesio Oseguera “El Mencho”. As autoridades reinterpretam o episódio como parte de um padrão de cooperação entre autoridades municipais e organizações criminosas, conforme apurado até o momento.
Detalhes da operação
Segundo as autoridades, a ofensiva envolveu ações federais de cumprimento de ordem de prisão e busca em imóveis ligados à administração municipal. As ações ocorreram no estado de Jalisco, razão pela qual o governo estadual informou que a presença de queixas contra a gestão municipal já era de conhecimento público.
A polícia indicou que o grupo não apenas pressionava empresas, mas também desviava recursos públicos. A investigação segue para mapear todas as empresas atingidas e apurar o montante exato de valores envolvidos. Não houve informações sobre prisões adicionais além das citadas.
A defesa de Rivera não foi anunciada pelas autoridades, e Becle não divulgou posicionamento oficial. O caso acende o debate sobre os riscos que o ambiente regulatório e de segurança oferecem ao setor de bebidas alcoólicas, especialmente em áreas turísticas.
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