A Polícia Federal informou nesta sexta-feira que foram identificadas alterações neurológicas em exames do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso na Papudinha, em Brasília. O laudo aponta histórico de queda recente e desequilíbrio ao caminhar como motivação para o exame neurológico detalhado. Não houve indicação de diagnóstico definitivo no documento.
Segundo a PF, houve possível déficit de micronutrientes, especialmente vitamina B12 e ácido fólico, associado à idade, uso de inibidores de bomba de prótons, dieta pouco variada e carência de proteínas. Também foram citadas hipóteses de interação medicamentosa pela polifarmácia, com potencial impacto no sistema nervoso.
A corporação destacou que a combinação de fármacos que atuam no CNS e no cardiovascular pode aumentar o risco de sedação, tontura, lentificação psicomotora e hipotensão postural, favorecendo quedas. O ex-presidente segue recebendo tratamento médico adequado na prisão desde 15 de janeiro. A transferência para prisão domiciliar, contudo, fica menos provável.
Soluções e próximos passos
O ministro Alexandre de Moraes determinou que a defesa de Bolsonaro e a PGR se manifestem sobre o laudo em até cinco dias, podendo solicitar complementações. O STF também decidiu que não há necessidade de sigilo adicional sobre a documentação da PF.
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