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Ministério da Saúde regulamenta registro de informações ambulatoriais pelo Siaps

Regra regulamenta registro de produção de CEO e LRPD pelo Siaps, substituindo SIA/SUS; transição de 180 dias com ganhos de transparência e planejamento

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O Ministério da Saúde alterou as regras para o registro, envio e monitoramento da produção dos Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) e dos Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias (LRPD). Passa a prevalecer o Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde (Siaps) como o sistema oficial de acompanhamento dos serviços bucais especializados no SUS. A mudança integra o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes) ao cadastro dos CEO e LRPD.

A medida tem como objetivo tornar as informações mais qualificadas, consistentes e padronizadas, ampliando a capacidade de planejamento, transparência e identificação de necessidades nos territórios. O coordenador-geral de Saúde Bucal do Ministério enfatizou que a migração melhora o uso de recursos públicos e facilita o acompanhamento da produção pelos gestores regionais.

Procedimentos odontológicos em pessoas com deficiência, realizados em qualquer CEO habilitado, devem ser informados pelo Siaps, independentemente da adesão à Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência. A norma autoriza ainda o uso de outros sistemas desde que interoperem com o Siaps por meio do Prontuário Eletrônico do e-SUS APS.

O que muda na prática

Com a nova regulamentação, o preenchimento do BPA para saúde bucal especializa passa a não exigir mais o envio ao SIA/SUS. Instituições de ensino superior com clínica conveniada ao SUS devem encaminhar produções por meio do e-SUS APS. A adesão de outros sistemas fica condicionada à interoperabilidade e ao layout de dados do e-SUS APS.

Período de transição

Foi estabelecido um período de 180 dias entre o uso dos sistemas SIA/SUS e Siaps, contando a partir de 6 de fevereiro de 2026. Durante a transição, o envio duplicado para a mesma finalidade é proibido. Ao fim do prazo, as informações via BPA deixam de compor o monitoramento, avaliação ou financiamento da atenção especializada em saúde bucal no SUS.

Suporte técnico e implantação

A Secretaria de Atenção Primária à Saúde oferecerá apoio técnico aos estados e municípios, principalmente para a implantação do e-SUS APS nos serviços ambulatoriais de atenção especializada. Serão publicadas uma nota técnica detalhando o novo modelo de registro e um FAQ com perguntas frequentes atualizadas.

Sesb e continuidade do registro

Os Serviços de Especialidades em Saúde Bucal (Sesb), criados em 2023, já utilizavam o registro via e-SUS APS, portanto não haverá alterações para esses serviços com a nova portaria. O objetivo é padronizar o fluxo de informações entre diferentes níveis e manter a qualidade dos dados do SUS.

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