O Tony Blair Institute for Global Change (TBI) divulgou um relatório que defende ampliar a produção de petróleo e gás no Mar do Norte e reduzir o ritmo de expansão de renováveis. A publicação ocorre num momento de debate sobre a transição energética no Reino Unido e seus efeitos nas tarifas.
O relatório sustenta que é necessário manter a exploração de hidrocarbonetos para sustentar centros de dados alimentados por IA e reduzir custos. O documento minimiza ganhos da energia limpa e aponta para possíveis cortes tributários a companhias do setor.
Segundo o TBI, manter o petróleo em uso contribuiria para a segurança energética e para a estabilidade das contas públicas. O texto, porém, não detalha como seria possível alcançar esse equilíbrio sem elevar emissões no curto prazo.
Contexto e críticas
Analistas independentes ressaltam que novas usinas a gás elevam custos e emissões, enquanto a energia eólica e solar tornam-se mais baratas. Estudos indicam que o custo de geração renovável tem queda expressiva e que redes elétricas mais modernas são necessárias em qualquer cenário.
Especialistas de institutos de pesquisa destacam que ampliar a produção no North Sea não reduz significativamente o preço ao consumidor. Dados apontam que o mercado internacional de gás dita grande parte dos preços, com ou without exploração adicional.
Ativistas e organizações ambientais questionam a premissa de que manter mais produção de fósseis reduzirá tarifas. Eles apontam que a inflação de energia está associada a fatores de mercado e volatilidade, não apenas à oferta local.
O relatório também defende ajustes tributários para óleo e gás, enquanto autoridades públicas e pesquisadores discutem o papel das reformas regulatórias na remuneração de investimentos em energias limpas.
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