Em Cabo de Santo Agostinho (PE), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, conheceram a expansão de uma unidade do Aché Laboratórios Farmacêuticos. A nova fábrica, no Complexo Industrial Portuário de Suape, terá operação a partir de 2026 e capacidade de até 40 milhões de medicamentos por ano, incluindo fármacos injetáveis hospitalares e colírios.
A unidade recebeu aporte de 267 milhões de reais provenientes do BNDES e do Banco do Nordeste, com recursos destinados a automação e tecnologia industrial. Desde 2019, a fábrica soma 1,6 bilhão de reais em incentivo federal para expansões, fortalecendo o complexo de saúde e a soberania na oferta de remédios pelo SUS.
A expansão pode gerar cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos, ampliando a produção para até 700 milhões de unidades anuais. A Aché integra a Bionovis, atuando em parcerias para o desenvolvimento de medicamentos biológicos de alta tecnologia para o SUS, incluindo tratamentos para doenças crônicas e raras.
Investimento e impacto
O governo aponta que o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) busca reduzir a dependência de insumos importados. A iniciativa integra a nova política Nova Indústria Brasil (NIB) e envolve investimentos públicos e privados para vacinas, medicamentos e equipamentos médicos.
O Ministério da Saúde informou que o montante destinado ao CEIS soma 15 bilhões de reais para o desenvolvimento do setor. Desde 2023, com a retomada da política, foram firmadas 31 parcerias entre entidades públicas e privadas para acelerar a produção nacional.
Contexto estratégico
O objetivo é expandir a produção de medicamentos, vacinas e insumos estratégicos, fortalecendo o mercado nacional e a segurança do abastecimento. A atuação da Aché e de parcerias como a PDP (Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo) reforçam a capacidade de atendimento do SUS, com foco em tratamentos de alto impacto para a população.
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