Em novo desdobramento do caso Master, Moraes abriu investigação que inclui quatro servidores federais da Receita. Eles são suspeitos de acessarem dados fiscais da mulher do ministro e de parentes de colegas para vazamento de informações. A operação ocorreu nesta terça (17).
A investigação, ligada ao que já foi divulgado sobre o Master, envolve supostos acessos indevidos ao sistema da Receita. O STF aponta que houve um bloco de acessos sem justificativa funcional clara e que os dados eram divulgados sem controle jurisdicional.
A Procuradoria-Geral da República pediu a operação, ressaltando exploração fragmentada de informações sigilosas e uso indevido para fomentar suspeitas artificiais. A Receita colaborou com auditoria para mapear acessos a dados de ministros e familiares nos últimos três anos.
Os quatro servidores tiveram os nomes divulgados pelo STF. Eles não possuem foro privilegiado para foro no STF e, portanto, respondem no âmbito da Polícia Federal. Eles foram afastados, proibidos de usar sistemas, com passaportes cancelados e monitorados por tornozeleiras eletrônicas.
O que aconteceu
A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Computadores, celulares e documentos foram apreendidos para análise por delegados que atendem Moraes. A ação visa esclarecer origem e destino de vazamentos envolvendo dados sensíveis.
Quem está envolvido
Além dos servidores da Receita, o caso envolve informações sobre a movimentação financeira ligadas ao Master, incluindo contratos e repasses. Relatórios da imprensa apontam empresas envolvidas e possíveis vínculos com familiares de ministros, ainda em apuração.
Contexto e desdobramentos
A investigação também envolve a continuidade de apurações sobre a relação entre o Master, win de pagamentos e contratos com advogados. A PF mantém diligências para identificar se houve vazamento de dados para favorecer ou prejudicar pessoas ligadas ao processo.
Porque ocorre
A Procuradoria ressalta a necessidade de apurar eventuais abusos de sigilo funcional e de que dados sigilosos sejam usados de forma inadequada para influenciar investigações. O STF avalia as implicações legais e o andamento do inquérito, com participação da PGR.
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