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Com decisão sobre tarifas, Suprema Corte reafirma poder de frear Trump

Suprema Corte rejeita tarifas globais de Trump, impondo limite ao poder do presidente sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência

A ship carries shipping containers through Upper Bay in New York, U.S., September 30, 2024. REUTERS/Caitlin Ochs
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O Supremo Tribunal dos EUA rejeitou os planos de tarifas globais de Donald Trump, afirmando que o presidente excedeu seus poderes ao impor tarifas amplas sobre quase todos os parceiros comerciais. A decisão, de 6 a 3, destruiu a base legal usada pelo governo para aplicar as tarifas. O veredito não trata de compensações, acordos comerciais ou de Trump.

A decisão, redigida pelo chefe de justiça conservador John Roberts, manteve a linha de que o poder de regular importações, conforme a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), não autoriza tarifas. Os argumentos do presidente foram considerados fora do alcance do estatuto.

Repercussões judiciais e políticas

Justiças conservadores e liberais se uniram para derrubar as tarifas, em um sinal de que o Judiciário atua como freio em ações executivas. Analistas destacam que a decisão ressalta o papel do Congresso na determinação de políticas comerciais.

A opinião de especialistas cita que o tribunal não entra no mérito das políticas de Trump, mas delimita a extensão do poder presidencial sob a IEEPA. A decisão é vista como uma confirmação de fiscalização judiciária sobre ações executivas.

Contexto histórico

Ao longo de 2025, o Supremo havia atendido a pedidos de emergência favoráveis a Trump, em casos rápidos sem ampla deliberação. A tarifa foi discutida em novembro de 2025 e o julgamento ocorreu com a participação de ministros indicados por diferentes administrações.

O resultado reforça o equilíbrio entre as esferas de governo, enfatizando que mudanças substanciais em políticas comerciais exigem avaliação legislativa explícita. O tribunal não abriu caminho para novas ações sobre tarifas ou reavaliação de medidas já adotadas.

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