O ministro aposentado Felix Fischer, relator da Lava Jato no STJ, morreu aos 78 anos nesta quarta-feira, 25 de setembro. Ele estava internado no Hospital Sírio Libanês, em Brasília, para acompanhamento médico.
O velório ocorre nesta quinta-feira, 26, no STJ, a partir das 9h30. O sepultamento será às 14h30 no cemitério Campo da Esperança, também em Brasília.
Fischer ganhou notoriedade por julgar casos da Lava Jato no STJ e, considerado linha dura, impôs derrotas às defesas de réus, incluindo o presidente Lula. O ex-juiz Sergio Moro o homenageou nas redes.
Natural de Hamburgo, na Alemanha, Fischer chegou ao Brasil aos 1 ano de idade e naturalizou-se brasileiro. Deixou a esposa Sônia e quatro filhos: Octávio, João, Denise e Fernando.
Indicado ao STJ em 1996 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, ele ocupou a vaga destinada aos membros do Ministério Público. Seu histórico inclui atuação como procurador, professor e pesquisador no Paraná.
Fischer aposentou-se em 2022, aos 75 anos, por atingimento da idade de aposentadoria compulsória. Foi homenageado pela Quinta Turma durante a última sessão, destacando sua contribuição ao Judiciário.
Entre 2012 e 2014, Fischer presidiu o STJ. Também atuou como corregedor do TSE e foi diretor da Enfam. O CNJ manifestou profundo pesar pela morte do ministro, ressaltando seu serviço à Justiça.
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