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Moraes nega prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro

Moraes nega prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro; PF afirma necessidade de manter prisão, citando assistência médica e intensa atividade pública

Ministro questionou problemas de saúde do ex-presidente ao apontar para visitas constantes de políticos e familiares. (Foto: Andre Borges/EFE)
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O ministro do STF Alexandre de Moraes negou a concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (2), após pedido da defesa baseado em um laudo da Polícia Federal (PF). A PGR se posicionou contra o benefício.

A decisão, com 28 páginas, questiona os problemas de saúde de Bolsonaro ao citar a sua intensa atividade política, com grande fluxo de visitas de deputados, senadores, governadores e outras figuras públicas.

O laudo da PF sustentou que não seria necessária a prisão domiciliar, alegando disponibilidade de assistência médica no 19º Batalhão da Polícia Militar de Brasília. A defesa, por sua vez, utilizou dados dos peritos para argumentar riscos à saúde do ex-presidente em caso de prisão.

Moraes destacou que as condições da unidade prisional atendem às necessidades do condenado, com serviços médicos contínuos, fisioterapia, atividades físicas e assistência religiosa. Também mencionou o recebimento de visitas com ampla participação de aliados políticos.

O ministro citou ainda reiterados descumprimentos de medidas cautelares, including a tentativa de romper a tornozeleira eletrônica com ferro de solda. Bolsonaro alegou, em defesa, que estava desorientado por conta dos medicamentos.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por suposta tentativa de golpe de Estado. Caso o Congresso vete o projeto de dosimetria, a pena pode ser reduzida para dois anos e quatro meses.

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