Aline Bárbara Mota, ex-secretária do empresário conhecido como Careca do INSS, negou nesta segunda-feira à CPMI do INSS ter comprado passagens ou repassado dinheiro ao filho do presidente Lula, Fábio Luís da Silva, o Lulinha. A declaração ocorreu durante depoimento sob questionamento do deputado Rogério Correia.
Aline atuou como secretária e, depois, como gerente administrativa de empresas ligadas ao Careca do INSS, investigadas na Operação Sem Desconto, que apura descontos irregulares sobre benefícios previdenciários. Ela afirmou não ter conhecimento da origem dos recursos recebidos.
Gaspar, relator da CPMI, questionou se havia evidências de que o dinheiro recebido fosse fruto de crime contra aposentados. Ela respondeu que não tinha como saber da origem e que não investigava a vida do empregador, pois apenas cumpria funções administrativas.
O foco da investigação envolve a possibilidade de Lulinha atuar como sócio oculto do Careca do INSS, o que ainda não foi comprovado. A Polícia Federal e a comissão estudam a relação entre as partes e eventuais repasses.
Na semana anterior, a CPMI votou pela quebra do sigilo de Lulinha. Após a decisão, houve tumulto na sala, com parlamentares de governo questionando o processo de votação e a contagem dos votos.
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