A 2ª Turma do STF analisa na sexta-feira (13) a decisão que autorizou a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O voto de Mendonça validou a quinta fase da Operação Compliance Zero, com base em parecer da Polícia Federal. A análise ocorre após a conclusão da fase inicial das investigações.
Segundo a PF, Vorcaro chefiava um núcleo dedicado a monitorar e intimidar adversários do empresário, com atuação descrita como estratégica para seus negócios. A acusação aponta que o grupo tinha objetivos de neutralizar opositores.
A PF informou que mensagens recuperadas no celular de Vorcaro indicam a suposta solicitação de simulação de um assalto contra o jornalista Lauro Jardim, em comunicação considerada de alto risco. A defesa nega as acusações e sustenta regularidade de conduta.
A sessão na 2ª Turma terá participação dos ministros Kassio Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, que preside o colegiado. Toffoli retorna ao voto após deixar a relatoria do caso, em fevereiro.
Na sexta-feira (6), Vorcaro foi transferido para o presídio federal de Brasília, onde permanece em cela individual. A defesa afirmou que o banqueiro sempre colaborou com as autoridades e que as acusações são contestáveis.
Prisões e medidas cautelares
Além de Vorcaro, outras prisões preventivas ocorreram na terceira fase da operação, envolvendo Fabiano Zettel, responsável por pagamentos e pelo núcleo de intimidação, e Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado. Também foi apontado Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, ligado ao grupo denominado “A Turma”.
A defesa de Mourão informou que ele faleceu após tentativa de suicídio no dia 4 de março, ainda durante a prisão. A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em 15 endereços em São Paulo e Minas Gerais.
Mendonça também determinou o afastamento de cargos públicos e o bloqueio de bens que podem chegar a 22 bilhões de reais, conforme os desdobramentos da investigação.
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