A ministra do STF Cármen Lúcia afirmou nesta terça-feira, 10, que as mulheres vivem sob um poder violento e que os dados sobre violência contra esse grupo são estarrecedores. O comentário foi feito na abertura da sessão do TSE, em ocasião do Dia Internacional da Mulher.
Ela destacou que não é admissível considerar a situação civilizada diante de crueldade e exclusão. Segundo a ministra, cada caso de violência contra mulher acarreta agressões aos direitos, com impactos diretos na vida das brasileiras.
Cármen Lúcia também ressaltou a desigualdade entre meninas e meninos, citando que as mulheres enfrentam obstáculos de acesso e respeito a direitos. Ela mencionou que muitas meninas não recebem oportunidades equivalentes às dos rapazes.
Casos de feminicídio
Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública apontam recorde de feminicídios no Brasil em 2025, com 1.470 registros. O número supera 2024, que teve 1.464 casos.
A tipificação de feminicídio, criada em 2015, envolve mortes de mulheres por serem mulheres. Em 2015, houve 535 mortes com esse enquadramento, mantendo-se como referência histórica.
Observa-se crescimento de 316% em 10 anos ao comparar 2015 com 2025, evidenciando evolução da subnotificação e da violência de gênero ao longo do período.
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