A Polícia Federal apreendeu um envelope pardo na casa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, em Brasília, durante a primeira fase da operação Compliance Zero, em novembro do ano passado. O envelope continha a palavra escrita à mão “Congresso”, o que despertou o interesse dos investigadores. O objetivo é compreender possíveis ligações de Vorcaro com parlamentares.
Na época, a PF ainda não tinha acesso ao conteúdo do celular do suspeito, o que limitava as informações sobre sua relação com o mundo político. A defesa de Vorcaro pediu que o caso fosse remetido ao STF, considerando o foro privilegiado de figuras envolvidas.
O processo tramita na Justiça Federal de Brasília, com decisão do juiz Ricardo Soares Leite, que determinou a prisão de Vorcaro e o afastamento do presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. A defesa citou o envelope como elemento relevante para o recurso ao STF.
Desdobramentos na investigação
A apreensão do envelope é um novo foco para entender a atuação de Vorcaro com autoridades. Investiga-se se o conteúdo está conectado a informações de diligências da PF.
Conteúdo das comunicações
Relatórios apontam que o celular de Vorcaro trazia referências a políticos com foro privilegiado desde 2022, incluindo trechos sobre parlamentares. Entre as menções estão nomes ligados ao Congresso e ao STF, segundo apurações.
A imprensa confirmou a natureza das informações por meio de reconhecimentos em autos e fontes da investigação. As informações não indicam conclusão sobre eventual vantagem indevida.
Defesa e posicionamentos
Diversos políticos citados negam qualquer envolvimento com fraudes ou recebimento de vantagens. As lideranças citadas afirmam não ter relação com as ações de Vorcaro que estejam ligadas a irregularidades.
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