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Zanin é sorteado relator da ação da CPI do Master após Toffoli ser suspeito

Zanin passa a ser relator de mandado de segurança que obriga Câmara a pautar CPI do Master, após Toffoli se declarar suspeito

Toffoli negou que seja suspeito por conversas com Vorcaro, mas alegou motivo de "foro íntimo" para devolver caso. Novo sorteio passou caso para ministro que foi advogado de Lula.
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O ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin assumiu como relator de um mandado de segurança apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O objetivo é obrigar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pautar o requerimento de instauração da CPI do Banco Master.

O sorteio ocorreu nesta quarta-feira, 11, após Dias Toffoli se declarar suspeito e devolver o caso à Presidência. No despacho, Toffoli citou nota do STF que sustenta a regularidade de sua atuação, mas decidiu encaminhar o processo à redistribuição por motivos de foro íntimo.

A Polícia Federal desbloqueou o celular de Daniel Vorcaro, dono do Master, e identificou conversas entre o empresário e o magistrado que conduzia as investigações. A PF pediu a suspeição de Toffoli, argumento que o ministro rejeitou, afirmando tratar-se de ilações sem legitimidade. O caso foi redistribuído a André Mendonça.

Contexto da tramitação

Motta já informou que o pedido de CPI do Master deve permanecer na fila, sem tratamento preferencial. O mandado afirma que não há obrigação de seguir estritamente a ordem cronológica, apenas a vedação de manter mais de cinco comissões em funcionamento simultaneamente.

Rollemberg sustenta que a omissão da Câmara em instalar a CPI viola requisitos constitucionais e a relevância dos fatos, cerceando o direito de fiscalização e o interesse público diante de possível fraude financeira com ramificações em diferentes Poderes.

Ponto jurídico e desdobramentos

A defesa de Rollemberg aponta que a falta de instalação da CPI configura ato arbitrário. O processo segue para decisão final sobre a fixação de prioridade na pauta e eventual instauração da investigação, conforme regimento interno e o interesse público envolvido.

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