A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, afirmou que irá pedir à Justiça Federal a aplicação ao caso dele da decisão do STF que liberou conversas entre Vorcaro e advogados sem monitoramento. A medida foi tomada após o STF ter autorizado o tratamento semelhante no caso de Vorcaro.
Segundo o advogado Bruno Ferullo Rita, o pleito busca que os encontros entre Marcola e o advogado ocorram sem gravação, sem monitoramento e sem necessidade de agendamento prévio. O pedido deverá ser protocolado perante o juiz corregedor da unidade federal onde Marcola está custodiado.
Marcola permanece preso na Penitenciária Federal de Brasília, mesma unidade para a qual Vorcaro foi transferido após decisão de Mendonça no caso do Banco Master. Na prática, as visitas costumam ocorrer em parlatórios com registro de áudio e vídeo no sistema penitenciário federal.
A defesa sustenta que a legislação previa monitoramento, mas veda o controle durante o atendimento advocatício, salvo autorização judicial específica. A partir do pedido, a defesa pode buscar decisão administrativa que assegure as prerrogativas da advocacia.
Caso a solicitação não seja acolhida na instância responsável, a defesa avalia recorrer ao STF para defender as garantias do exercício da defesa técnica. A confidencialidade entre advogado e cliente é citada como pilar do Estado Democrático de Direito.
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