Erika Hilton sofreu derrota na Justiça Federal em ação na qual atuava como assistente de acusação contra uma estudante da Paraíba por postagem considerada transfóbica. A decisão saiu nesta quinta-feira (12). No mesmo dia, a deputada solicitou ao Ministério Público Federal (MPF) que abra investigação contra Ratinho por discurso similar ao vivo no SBT.
A sentença foi proferida pela 3ª Turma Criminal do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Recife, que decidiu, por unanimidade, trancar a ação penal contra Isadora Borges. A defesa da estudante sustenta que não caberia acusação pelos posts.
Isadora Borges publicou, há seis anos, mensagens no Twitter que foram republicadas na X, antiga rede social, questionando a identidade de mulheres trans e fazendo críticas a transativistas e feministas. O MPF informou que o caso envolve conteúdos classificados como transfóbicos.
Desdobramentos
Segundo a investigação, Isadora também compartilhou um vídeo com declaração sobre identidades trans que foi alvo de denúncia pelo MPF. A decisão de trancar não impede avaliação de eventuais recursos no STJ pelo MPF.
A reportagem observou que Erika Hilton, atuante na defesa de direitos das mulheres trans, já havia assumido o papel de assistente em julho de 2025. A rede de televisão que abriga Ratinho manifestou apoio à deputada em reação aos fatos envolvendo o apresentador.
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