Os policiais rodoviários federais ameaçam paralisar atividades para pressionar o encaminhamento, pela ministra Esther Dweck, de uma proposta de criação do Fundo de Combate às Organizações Criminosas (Funcoc) ao Congresso.
A decisão foi anunciada nesta quinta-feira, 12, pela Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) em assembleia extraordinária, que decretou estado de alerta na categoria.
Segundo a entidade, o fundo seria estratégico no combate ao crime organizado e, na prática, os recursos de operações e prisões seriam direcionados para o Fundo.
Contexto e desdobramentos
Na segunda-feira, 9, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) informou suspensão de atividades de fiscalização ligadas a armas, atos decisórios, emissão de passaportes e controle de químicos.
O Fundo, proposto em novembro de 2025 na gestão de Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça, integra medidas do governo Lula para enfrentar acusações de leniência frente ao crime organizado.
Com o avanço de propostas como o PL antifacção e a PEC da segurança pública, o governo buscou manter governabilidade diante do impacto eleitoral previsto para este ano.
A ADPF criticou a retirada do Funcoc do texto do PL antifacção, argumentando que o projeto deixaria de assegurar novas fontes de financiamento à Polícia Federal. O grupo defende aprovação autônoma do fundo pelo Congresso.
A Gazeta do Povo informou que entrou em contato com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos; o espaço ficou aberto para manifestação.
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