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Policiais rodoviários federais ameaçam paralisação por fundo antifacção

Policiais rodoviários federais ameaçam paralisação para pressionar encaminhamento do Fundo de Combate às Organizações Criminosas (Funcoc) ao Congresso

Novo fundo destinaria recursos apreendidos a investimentos no órgão e na carreira policial. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agencia Brasil)
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Os policiais rodoviários federais ameaçam paralisar atividades para pressionar o encaminhamento, pela ministra Esther Dweck, de uma proposta de criação do Fundo de Combate às Organizações Criminosas (Funcoc) ao Congresso.

A decisão foi anunciada nesta quinta-feira, 12, pela Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) em assembleia extraordinária, que decretou estado de alerta na categoria.

Segundo a entidade, o fundo seria estratégico no combate ao crime organizado e, na prática, os recursos de operações e prisões seriam direcionados para o Fundo.

Contexto e desdobramentos

Na segunda-feira, 9, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) informou suspensão de atividades de fiscalização ligadas a armas, atos decisórios, emissão de passaportes e controle de químicos.

O Fundo, proposto em novembro de 2025 na gestão de Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça, integra medidas do governo Lula para enfrentar acusações de leniência frente ao crime organizado.

Com o avanço de propostas como o PL antifacção e a PEC da segurança pública, o governo buscou manter governabilidade diante do impacto eleitoral previsto para este ano.

A ADPF criticou a retirada do Funcoc do texto do PL antifacção, argumentando que o projeto deixaria de assegurar novas fontes de financiamento à Polícia Federal. O grupo defende aprovação autônoma do fundo pelo Congresso.

A Gazeta do Povo informou que entrou em contato com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos; o espaço ficou aberto para manifestação.

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