BUDAPEST – Em meio a uma campanha tensa, os partidos de governo e opposition realizaram grandes manifestações neste domingo, antes das eleições de 12 de abril. O premiê Viktor Orban, do Fidesz, disputa a reeleição diante do oposicionista Peter Magyar, do Tisza.
O ato ocorreu na capital húngara, com as duas siglas convocando marchas de apoio para marcar o dia nacional de 15 de março. Pesquisas indicam o Tisza na frente, em meio a promessas de políticas distintas para o país.
Orban descreve a eleição como escolha entre conflito e tranquilidade, acusando adversários de tramarem a participação da Hungria na guerra na região. A oposição nega as acusações de envolvimento em conflitos.
Maria Erdelyi, participante da mobilização, afirmou ser necessário evitar o envio de jovens ao front e enfatizou que a pauta é econômica. Manifestantes ressaltam a preocupação com o custo de vida.
Orban tem enfrentado atritos com a União Europeia, especialmente sobre a posição em relação à Ucrânia. O premiê afirma manter relações próximas com Moscou e sustenta que a Ucrânia não deve ingressar na UE.
Jozsef Lados, que elogiou Orban, disse acreditar que o país deve manter a liderança atual, definindo Magyar como pouco confiável. A declaração reflete o tom de apoio entre parte da base governista.
Magyar, por sua vez, qualificou a estratégia de Orban como propaganda, enquanto o Tisza sinalizou cautela sobre a Ucrânia e afirmou que um referendo vinculante seria utilizado se chegar ao poder.
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