Gilson Daniel, deputado federal pelo Podemos do Espírito Santo, protocolou ontem um ofício na Câmara solicitando sua indicação para ocupar a vaga de ministro do Tribunal de Contas da União. A abertura se dá com a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz, conforme cronograma interno do TCU. O documento foi entregue ao presidente da Câmara, Hugo Motta, no dia 25 de fevereiro.
Daniel argumenta ter mais de dez anos de atuação em áreas contábil, financeira e administrativa, aliado a reputação ilibada e compromisso com a boa governança pública. O político é formado em Ciências Contábeis, com especializações em Contabilidade Gerencial e Pública e mestrado em Finanças.
O ex-prefeito de Viana (ES) também cita participação direta na formulação, coordenação e execução de políticas orçamentárias e fiscais. O processo de escolha ocorre em meio ao aumento da atuação do TCU na fiscalização de políticas públicas e de controles de dados oficiais, como o PIB.
Contexto e cenário atual
A vaga no TCU ganha relevância à medida que o órgão amplia o protagonismo em temas de fiscalização fiscal e contábil, com decisões envolvendo agentes públicos e órgãos reguladores. A aposentadoria de Cedraz abre espaço para novas indicações, com impactos na composição do tribunal.
Candidaturas em disputa
Até o momento, a corrida interna reúne pelo menos cinco nomes. Do espectro da esquerda, Odair Cunha (PT-MG) tem apoio de Motta. Do centro, Danilo Forte disputa, porém ainda sem amparo formal, após deixar o União Brasil. Do lado da direita, Hélio Lopes (PL-RJ) foi um dos primeiros a anunciar, seguido de Adriana Ventura (Novo-SP).
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