O Departamento de Polícia Federal solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que compartilhe as provas do inquérito que apura Eduardo Bolsonaro por atuar nos EUA contra o Brasil. O inquérito foi aberto no STF em maio do ano passado.
Paralelamente, a PF instaurou um Processo Administrativo Disciplinar para apurar condutas do ex-deputado como escrivão da PF, cargo ocupado desde 2010. Foi dado um prazo de 15 dias para Eduardo se manifestar e explicar o abandono do cargo, após a cassação do mandato.
Além disso, a PF investiga indícios de improbidade administrativa por supostas ofensas, ameaças e exposição de servidores da instituição na imprensa, em razão de investigações em trâmite no STF.
Contexto do pedido e acenos legais
A Procuradoria-Geral da República encaminhou ao STF o pedido de instauração do inquérito, apontando que Eduardo Bolsonaro mencionou repetidas vezes a tentativa de conseguir sanções do governo dos EUA contra o STF, a PGR e a PF, em razão de uma suposta perseguição política a ele e ao pai.
As investidas se vinculam ao contexto de 2022, quando houve julgamento relacionado a tentativas de golpe e à condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão pelos desdobramentos. As ações ocorreram em meio a tensões entre Brasil e EUA.
Aspectos internacionales e desdobramentos
Também houve referência a sanções econômicas impostas pelos EUA na época, como tarifas elevadas sobre produtos brasileiros, alegando perseguição ao judiciário. Ao final do processo, algumas medidas foram revistas pelo governo americano.
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