A ministra para a Transição Ecológica, Sara Aagesen, anunciou a liberação de até 11,5 milhões de barris de petróleo das reservas espanholas por 90 dias. A medida visa enfrentar a escassez de suprimentos provocada pelo fechamento parcial do estreito de Ormuz. A liberação ocorrerá em fases, com a primeira etapa prevista para começar em 15 dias.
A iniciativa está alinhada aos planos do Organismo Internacional de Energia, que prevê liberar até 400 milhões de barris. A ministra ressaltou que a exposição direta da Espanha a gas e petróleo é limitada, mas há impacto e volatilidade nos preços. A medida busca reduzir pressões tarifárias e manter o abastecimento estável.
Liberação de reservas
A liberação ocorrerá em fases ao longo de três meses, com monitoramento contínuo do mercado. O objetivo é conter oscilações de preços e assegurar suprimentos em meio ao cenário geopolítico. O governo afirma que a estratégia não compromete reservas estratégicas futuras e que continuará avaliando o mercado.
Reações políticas
Apoio e críticas chegaram de distintos setores. Partidos de oposição argumentam que a medida reforça a segurança energética, enquanto representantes de alianças de esquerda pedem avaliação de impactos econômicos e de políticas de longo prazo. Parlamentares apontam que o pacote de resposta pode influenciar desabamentos ou repasses de custos aos consumidores.
Ainda segundo a cobertura, o presidente Pedro Sánchez deve falar publicamente após a reunião extraordinária do Conselho de Ministros, para apresentar um plano integral de resposta às consequências da guerra. O pronunciamento está previsto para sexta-feira, conforme anúncio oficial da ministra.
Contexto político
Diversos cargos do governo e aliados comentaram sobre o papel histórico da Espanha em relação a conflitos coloniais, enfatizando a necessidade de diálogo e memória histórica. A oposição ressalta que as declarações não devem ser interpretadas como medidas de responsabilização, mantendo o foco em reformas econômicas e sociais.
Panorama institucional
O Conselho de Ministros extraordinário acontece no Palácio da Moncloa, com participação de ministros de Interior, Saiz, Aagesen e Cuerpo. A pauta inclui medidas de proteção energética e políticas habitacionais, com atenção às consequências da guerra e a necessidade de atuação coordenada entre os poderes.
Fonte: El País.
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