O presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta terça-feira que o colegiado confia em uma decisão do STF para prorrogar os trabalhos por mais 120 dias. A posição acompanha a expectativa de continuidade das investigações.
Ele também disse concordar com a decisão do ministro André Mendonça de restringir o acesso a dados privados do banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde a semana retrasada. Segundo Viana, a medida protege a integridade da apuração.
Viana informou ter entrado com mandado de segurança no STF na sexta-feira passada para obter a prorrogação da comissão. A alegação é de omissão do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, quanto ao recebimento do requerimento.
Prorrogação e decisões
A posição do senador é alinhada à ideia de que o atraso não pode comprometer a investigação, relatório e resultado desejados pela sociedade. A CPMI enfatiza manter a apuração com seriedade e sem precipitações.
A decisão sobre o acesso a dados de Vorcaro foi tomada após vazamentos envolvendo informações da vida privada do empresário, não diretamente ligados à apuração principal. O objetivo é evitar impactos indevidos no processo.
Outros desdobramentos
Ele não comentou se haverá ações adicionais da CPMI em resposta à decisão ou aos vazamentos. A sala-cofre da CPMI foi alvo de gravação de conteúdos de provas por assessores de parlamentares na semana passada, segundo informações não confirmadas pelo próprio presidente.
Viana afirmou que novas informações serão divulgadas conforme houver fatos constatados. A CPMI permanece aberta para prosseguir com os trabalhos, conforme o ritmo determinado pelo STF.
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