Diante da avaliação psicológica solicitada pela defesa, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, permanece preso em uma penitenciária federal de Brasília. A avaliação ocorreu após ao menos um envolvido no caso ter cometido suicídio, aumentando o monitoramento de Vorcaro. Ele passou três noites com a luz acesa para facilitar o acompanhamento por câmeras.
Ao chegar ao presídio em 6 de março, a direção decidiu manter a câmera constante sobre o detento. A medida visava evitar riscos à integridade dele e de terceiros, diante do contexto em que Mourão se suicidara recentemente na PF de Minas Gerais.
Mourão, conhecido como Sicário, era suspeito de integrar grupo ligado a Vorcaro, com atividades para obter informações de adversários e planejar ataques. A morte dele elevou o controle de segurança sobre os demais investigados.
Situação na prisão
Após a avaliação com uma psicóloga, Vorcaro teve autorização para dormir com a luz apagada, mantendo isolamento dos demais presos e contato restrito aos advogados. As regras seguem para evitar riscos adicionais.
Para facilitar uma eventual delação premiada, a defesa avalia a transferência do banqueiro para outro estabelecimento prisional. A negociação envolve a Procuradoria-Geral da República e pode influenciar acordos futuros.
O ministro André Mendonça autorizou que conversas entre Vorcaro e advogados não sejam gravadas. Contudo, a estrutura da prisão dificulta anotações durante as reuniões, limitando o registro informal das orientações jurídicas.
Vorcaro expressou frustração com o resultado do julgamento de sexta-feira, quando quatro ministros mantiveram a prisão. Ele solicitou mudança na equipe jurídica, deixando Pierpaolo Bottini e contratando José Luis Oliveira Lima, o Juca.
Movimentações da defesa
A troca de advogados abre potencial para delação premiada, já que Juca já atuou em acordos relevantes na Lava Jato. A defesa também negocia com a PF para buscar a solução mais vantajosa para Vorcaro.
Segundo reportagens do UOL, há tratativas de delação premiada com a PGR. A estratégia pode envolver Vorcaro falando sobre suspeitas de corrupção envolvendo autoridades que teriam facilitado o avanço do Master.
Se considerado chefe da organização criminosa, Vorcaro pode perder parte dos benefícios da delação, porém ainda poderia obter redução de pena. As tratativas indicam um risco/benefício constante para o caso.
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