A CPI do Crime Organizado no Senado rejeitou nesta quarta-feira 18 a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-ministro da Economia Paulo Guedes. A proposta, apresentada por Humberto Costa, visava dados de 1º de janeiro de 2022 até 2 de março deste ano para apurar supostos indicativos de omissão do Ministério da Economia em relação a instituições financeiras envolvidas em esquemas de lavagem de dinheiro.
A indicação alegava que a pasta comandada pelo atual ministro Jair Bolsonaro não fiscalizou adequadamente o setor financeiro. A decisão foi tomada com 6 votos contrários e 2 favoráveis, encerrando o pedido de quebra de sigilos.
A sessão também tratou de convocações. O colegiado rejeitou o requerimento para convocar o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto. Por outro lado, aprovou ouvir a influenciadora Martha Graeff, ex-noiva de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A motivação para chamar Graeff veio de um requerimento de Marcos do Val. O documento sustenta que o depoimento se justifica com base em reportagens sobre diálogos entre Graeff, Vorcaro e menções ao ministro Alexandre de Moraes.
Detalhes adicionais da pauta indicam que o objetivo é esclarecer reportagens sobre conversas entre Vorcaro e Graeff, que teriam relação com o ministro, segundo a condução da CPI até o momento.
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