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Deputada bolsonarista da Alesp usa blackface em ataque a Erika Hilton

Deputada Fabiana Bolsonaro usa tinta marrom em sessão da Alesp; oposição requer investigação por racismo, transfobia e apuração ética.

Deputada bolsonarista da Alesp usa ‘blackface’ em ataque a Erika Hilton
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O episódio ocorreu na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), quando a deputada Fabiana Bolsonaro (PL-SP) se pintou com tinta marrom em plenário. A ação foi apresentada como um “experimento social” ligado à oposição à presidente da Comissão da Mulher da Câmara, Erika Hilton (PSOL-SP).

Após a repercussão, parlamentares da oposição criticaram o gesto, afirmando que ele configura racismo e transfobia. A deputada Ediane Maria (PSOL-SP) anunciou a abertura de representação no Ministério Público de São Paulo e a levar o caso à Comissão de Ética da Alesp.

Ediane também informou que acionará o Conselho de Ética e que pretende registrar ocorrência na Delegacia de Crimes Raciais. A bancada do PSOL pediu ainda que a polícia legislativa avalie medidas cabíveis para o episódio, alegando violação do decoro.

Repercussões e encaminhamentos

O PSOL informou que já havia solicitado ações administrativas envolvendo Fabiana Bolsonaro, e que outras frentes devem responder pelo racismo institucional. A assessoria de Erika Hilton não comentou o episódio.

Há expectativa de que o caso seja tema de novas manifestações formais na Alesp. Representantes de outras bancadas ponderaram sobre a necessidade de afastar o tom hostil do debate público. O episódio também reacende o debate sobre representatividade e limites do discurso político.

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