A Polícia Federal informou ter constatado a reintrodução de dados sigilosos no ambiente do Senado Federal, contrariando a proibição do ministro do STF André Mendonça. A PF afirma que parlamentares acessaram novamente arquivos da nuvem de dados durante a perícia da CPMI do INSS.
A perícia começou na terça-feira (17/3) com a extração e formatação dos equipamentos da sala-cofre. Durante o processo, foram encontrados arquivos com fotos e vídeos pessoais do investigado Vorcaro reaparecendo no ambiente do Senado. A PF comunicou o ocorrido ao ministro Mendonça.
A CPMI do INSS havia sido orientada por Mendonça a não acessar dados do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, nem conteúdos ligados à vida privada dele. O STF investiga os responsáveis pelo vazamento dessas informações.
Vorcaro é acusado de emitir títulos de crédito fraudulentos em esquema que, segundo a Polícia Federal, pode ter movimentado entre R$ 12 bilhões e R$ 50 bilhões. Investigações associadas indicaram indicícios de uma milícia privada destinada a monitorar opositores.
Entre as consequências das revelações, o ajudante de Vorcaro, Luiz Phillipi Mourão, foi considerado foragido e, posteriormente, afastado do cargo; ele acabou morto na prisão. As autoridades não divulgaram novas informações sobre o andamento dos passos legais.
A PF afirmou que as ações ocorreram com estrita observância aos protocolos de cadeia de custódia e integridade probatória, conforme a decisão do ministro Mendonça. O órgão detalhou que houve novo fluxo de download e armazenamento fora do controle judicial.
Até o momento, não houve pronunciamento oficial dos integrantes da CPMI do INSS sobre as acusações da PF. A reportagem busca retorno do presidente da CPMI, senador Carlos Viana, para esclarecer o posicionamento do colegiado.
A nota da PF reforça que a retirada, extração e exclusão de dados foram realizadas com rigor técnico, seguindo orientações legais. O caso segue sob apuração do STF, que investiga vazamento de informações pessoais.
As informações foram obtidas por meio de nota oficial da Polícia Federal e fontes oficiais envolvidas no processo. A agência mantém o acordo de não divulgar dados adicionais sem confirmação.
Entre na conversa da comunidade