O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, reafirmou nesta quarta-feira que a instituição não será intimidada e continuará investigando o caso Master até o fim. A declaração ocorreu durante reunião na Febraban, em Brasília, sobre fraudes bilionárias no sistema financeiro envolvendo o Banco Master e seu proprietário, Daniel Vorcaro.
Rodrigues ressaltou que ataques e desinformação têm sido alvo da PF e pediu tranquilidade à sociedade, mantendo o foco na apuração das irregularidades. A PF aponta para um grande volume de provas apreendidas e mantém a investigação em curso.
O inquérito, sob a condução do ministro André Mendonça no STF, passou por uma nova etapa neste mês, com a retomada de perícias e depoimentos, após restrições anteriores de acesso a dados. Mendonça determinou a continuação com autonomia operacional para as equipes.
Nesta terça, a PF solicitou a prorrogação do prazo do inquérito ao STF, para dar andamento às diligências necessárias. O pedido envolve ampliar o tempo de apuração antes de concluir os levantamentos em curso. A decisão deve ser anunciada nos próximos dias.
A ação faz parte de uma reorganização processual determinada pelo relator, que busca blindar o andamento das investigações de interferências externas e vazamentos. O caso Master continua tramitando no STF, com novas diligências previstas.
Segundo fontes ligadas ao caso, a investigação envolve o que, de forma preliminar, é estimado como fraude financeira de dezenas de bilhões de reais. A PF continua recebendo depoimentos, realizando perícias e analisando documentos apreendidos.
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