O influenciador Felipe Bressanim, conhecido como Felca, voltou a comentar, nesta quinta-feira, sobre o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), proposta que amplia a proteção de menores online. O pronunciamento teve foco em esclarecer pontos e desmentir informações falsas.
Felca afirmou que não é autor da iniciativa e que houve pressão social para o tema. Ele disse que a lei, em sua visão, pode trazer vantagens para crianças e adolescentes, mas que a avaliação final depende de como será implementada.
Segundo o influenciador, não haverá obrigação de reconhecimento facial. Ele explicou que o texto prevê mecanismos confiáveis de verificação de idade, afastando a ideia de um sistema de reconhecimento biométrico obrigatório.
No debate sobre jogos online, Felca ressaltou mudanças previstas na legislação, destacando a proibição de loot boxes. A prática, associada a modelos de monetização pagos, é vista por ele como equivalente a uma modalidade de cassino para menores.
Em termos de segurança digital, o influenciador defendeu maior controle das interações. A proposta prevê ferramentas de supervisão parental que permitam ajustes pelas famílias nas contas de crianças e adolescentes.
Felca também apontou que a origem da iniciativa está na pressão da sociedade, destacando que a autoria é de parlamentares. A avaliação dele aponta que, na prática, os benefícios dependem da implementação ao longo do tempo.
Contexto e impactos
Felca teve papel relevante ao ampliar o debate público sobre proteção infantil na internet, ainda que não seja o criador da lei. O tema ganhou força após vídeos que denunciam a adultização de crianças e a presença de conteúdos sensíveis online.
O conteúdo discutido envolve também críticas a práticas de exploração de menores e à necessidade de maior responsabilização de plataformas. A discussão atual envolve a atualização de regras de proteção infantil no ambiente digital, com inspiração no ECA.
O debate acompanha demandas por maior clareza regulatória e mecanismos que dificultem a exposição de menores a conteúdos inadequados. As propostas sinalizam uma revisão do cenário de proteção online, com foco em verificação de idade, supervisão parental e mudanças em formats de monetização.
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