Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, acionou a caneta para atuar em decisões ligadas à CPI do Senado que investiga o Crime Organizado. Em duas ocasiões, ele anulou medidas de coleta de dados que atingiam aliados de Dias Toffoli, presidente do Tribunal Superior Eleitoral. As ações ocorrem em meio a um cenário de tensão entre poderes.
Na primeira decisão, Mendes derrubou a quebra de sigilo bancário da empresa ligada a Toffoli, que vendeu cotas do resort Tayayá por cerca de R$ 35 milhões a um fundo associado ao Master. Em uma segunda ação, nesta quinta-feira, o ministro invalidou também a quebra de sigilo do fundo que favoreceu o empreendimento. As medidas são interpretadas por críticos como favoráveis a Toffoli, de acordo com leituras sobre o tema.
As decisões chegam num momento em que pesquisas de opinião apontam desconfiança em relação ao STF. A Quaest indicou que 49% dos eleitores não confiam no tribunal, 72% entendem que o STF tem poder excessivo e 66% desejam candidatos ao Senado em 2026 que apoiem a deposição de ministros, caso haja plausibilidade de impeachment.
Contexto político
A atuação de Mendes é alvo de debates sobre independência institucional e impactos na percepção pública sobre o Judiciário. Observadores destacam que o cenário de tensões entre o STF e setores do Legislativo alimenta narrativas sobre alinhamentos políticos no debate eleitoral de 2026.
A dinâmica envolve relações entre ministros, a CPI do Senado e atores ligados a Toffoli. Mesmo com esse movimento, o STF mantém o princípio da legalidade como norte para decisões judiciais, segundo fontes familiarizadas com o tema.
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