Gilmar Mendes impediu a quebra de sigilo do fundo Arleen pela CPI do Crime Organizado. A decisão ocorreu nesta quinta-feira, 19 de março de 2026, e atende a pedido dos advogados da empresa. O ministro pontuou que a medida tem caráter excepcional e exige fundamentação sólida.
A CPI aprovou, em 18 de março, a quebra de sigilos do Arleen por 12 meses, abrangendo 2021 a 2026. O requerimento é de Sergio Moro, e a implementação ocorreu em votação simbólica. O STF foi acionado para questionar a medida.
Decisão de Gilmar Mendes
Mendes suspendeu também quebras de sigilo da Maridt Participações, relacionadas ao mesmo caso. Em 27 de fevereiro, o ministro alegou descumprimento dos limites da CPI e falta de fundamentação. A medida era vista como invasiva e sem comprovação suficiente.
Contexto sobre Tayayá e Toffoli
Em 2021, a Arleen comprou participação da Maridt no resort Tayayá, em Ribeirão Claro, Paraná. Dias Toffoli, que integra o quadro societário da Maridt, declarou não conhecer o gestor do fundo Arleen nem ter recebido valores de envolvidos no Master.
Sobre a relação com o Master
Toffoli foi relator do caso Master no STF até fevereiro de 2026. A venda da participação da família no Tayayá ocorreu em duas etapas, com repostas apresentadas pela Maridt de que a empresa não integra mais o grupo. A operação envolve vínculos financeiros complexos com fundos ligados ao Banco Master.
Esclarecimentos oficiais
Em nota publicada em janeiro de 2026, a família Toffoli informou que a Maridt não participa mais do Tayayá, tendo vendido suas cotas em 2021 e 2025. A empresa afirmou que todas as informações foram declaradas à Receita Federal.
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