O que aconteceu
Uma dissidência do Movimento Revolução Solidária, do PSOL, afirmou nesta sexta-feira (20) que Guilherme Boulos, ministro do governo, estaria deixando o PSOL para se filiar ao PT. A alegação ocorreu duas semanas após o PSOL ter rejeitado a formação de uma federação com o PT para as eleições de outubro. A carta do movimento diz que Boulos seria o escolhido de Lula para um cargo eletivo dentro do PT e que levaria o núcleo dirigente do movimento.
Boulos e a posição do PSOL
O ministro classificou a carta como apócrifa e disse que houve oportunismo e desespero na divulgação. A assessoria ressalta que o PSOL discutia internamente seus rumos políticos e que houve divulgação de um documento sem validade. Boulos já era filiado ao PSOL desde 2018 e teve participação destacada na defesa da federação com o PT.
Contexto e desdobramentos
A dissidência aponta ainda que o movimento RS começou a repensar seu rumo entre o fim de novembro e o início de dezembro, insinuando uma trégua entre a saída de Boulos e a pressão por uma federação. Enquanto isso, o PSOL afirmou que continuará apoiando Lula na reeleição, destacando a orientação de enfrentar a extrema-direita.
Contexto político do PSOL
Boulos migrou de base eleitoral para o partido e disputou a presidência em 2018, encerrando o primeiro turno em décimo lugar. Em 2020, tentou a prefeitura de São Paulo pelo movimento ligado ao MMA, e em 2024 concorreu novamente, perdendo no segundo turno para Ricardo Nunes. O PSOL reforça que a parceria com Lula não está em risco de ruptura, mesmo com tensões internas.
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