O STF começa a julgar hoje os embargos de declaração de Alcides Hahn, empresário de 70 anos de Corupá, Santa Catarina. Ele foi condenado a 14 anos em regime fechado por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro, em Brasília. A denúncia envolve doações para financiar o transporte de manifestantes.
Segundo a Procuradoria-Geral da República, Hahn doou R$ 500 para uma empresa de fretamento responsável por transportar manifestantes. A defesa sustenta que não há prova de que o valor tivesse a finalidade do crime ou que o empresário soubesse de eventual irregularidade.
O processo também envolve Rene Afonso Mahnke e Vilamir Valmor Romanoski, denunciados por cooperação no fretamento. Mahnke doou R$ 1.000 e Romanoski, R$ 10 mil. As doações teriam custeado o fretamento de Blumenau (SC) a Brasília, para apoiar os atos do dia 8 de janeiro.
Vilamir, apontado pela PGR como líder das mobilizações em Blumenau, teria organizado o recrutamento de manifestantes e a aquisição de mantimentos. A defesa do empresário afirma que Hahn não teve relação com o pagamento nem com o orçamento do fretamento, e que não houve contato entre Hahn e a empresa.
A defesa de Hahn argumenta falta de provas robustas na denúncia. Eles afirmam ter tentado acordo de não persecução penal, mas afirmaram que a PGR não procurou o empresário para esse fim. Em 2024, o STF havia considerado que acordos poderiam ter sido oferecidos a parte das pessoas envolvidas.
Caso permaneça preso, a defesa aponta possibilidade de habeas corpus após o julgamento dos embargos e questiona a forma de cumprimento da pena. Familiares próximos mencionaram preocupações com a saúde do empresário, que sofre de diabetes, hipertensão e cardiopatia.
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